|
Novos diretores do BC já divergiram de Mantega
Recém-escolhido para a nova diretoria do Banco Central, o economista Paulo Vieira da Cunha foi um crítico da também recente nomeação do ministro Guido Mantega (Fazenda), de cujas idéias sobre a política fiscal diverge inteiramente.
"A grande dúvida é se Mantega vai ser um soldado que está lá para tapar buraco e executar a política do presidente Lula e depois ir para outro cargo se Lula vencer a eleição ou se continua no cargo. Se for para ficar, a reação [do mercado] será mais negativa", disse Cunha, de Nova York, segundo despacho da rede de rádio e TV britânica BBC do último dia 28.
Os dois nomes, que ainda precisam ser aprovados pelo Senado, evidenciam que, após a saída de Antonio Palocci Filho da Fazenda, o BC se converteu no principal núcleo de defesa, dentro do governo, de um aprofundamento da política fiscal.
Não é o que pensa Cunha. "É um erro pensar que o Brasil já resolveu o ajuste fiscal. O que já foi feito é insuficiente e de má qualidade, tendo produzido uma grande expansão do gasto público", disse, em 7 de março, ao site Brazil Political Comment. |